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VISTO PARA A NOVA ZELÂNDIA: GUIA COMPLETO 2019

O sistema de vistos para a Nova Zelândia é bastante completo e conta com diversos tipos de autorizações. Cada uma dela tem as suas especificidades, limites, documentos específicos e requisitos. É preciso conhecer cada tipo para saber em qual se encaixa.

Tipos de visto para a Nova Zelândia: como solicitar

Seja para estudar, trabalhar, empreender ou mudar-se com a família, há um visto para a Nova Zelândia que se adeque ao caso. O país é considerado um pouco menos burocrático que o Canadá e a Austrália, por exemplo, mas, ainda assim, o processo imigratório é exigente. A vantagem é que dá para fazer boa parte do requerimento pela internet e agilizar as coisas.

Já Fez as Malas? fez um levantamento dos tipos de visto para a Nova Zelândia, incluindo a quem se aplica, documentos e preços. Confira abaixo esse guia que pode ser o primeiro passo para orientar o planejamento de uma possível mudança de país.

Visto de turismo

Os brasileiros que visitam a Nova Zelândia por até 3 meses não precisam de um visto específico, pois são encaixados na categoria de visitante e o país está entre os Visa Waiver Countries. O passaporte com validade de pelo menos três meses, no entanto, é fundamental.

Durante esse período, é possível visitar qualquer cidade da Nova Zelândia livremente, acompanhado ou não de familiares, e até mesmo fazer um curso curto, que tenha a duração máxima de 90 dias. A autorização não permite o exercício de qualquer atividade profissional remunerada, no entanto.

Mesmo que a intenção seja apenas turistar, a entrada no país pode ser negada se não forem cumpridos determinados requisitos como:

As regras, porém, vão mudar um pouco em breve. A partir de 1º de outubro de 2019, os brasileiros e cidadãos de outros Visa Waiver Countries terão que solicitar previamente uma ETA (Eletronic Travel Authority), tal como acontece no Canadá, por exemplo. Os viajantes terão ainda que pagar uma taxa chama IVL (International Visitor Conservation and Tourism Levy) antes da data de viagem.

A ETA custa de NZD 12 a NZD 19, dependendo se for emitida pelo site ou pelo aplicativo da imigração neozelandesa. O IVL, por sua vez, custa NZD 35 e as duas tarifas são cobradas juntas, na mesma transação.

A ETA e o IVL valem para múltiplas entradas feitas no país dentro do intervalo de dois anos.

Visto de estudo

Como já dito anteriormente, quem pretende estudar no país por até 3 meses, pode ir tranquilamente como turista, desde que sejam cumpridos os requisitos da categoria. Se o período do curso e/ou das aulas for mais extenso, será necessário solicitar um visto adequado ao propósito.

Existem diferentes categorias de visto de estudante para a Nova Zelândia, cada uma com as duas especificidades. Há um visto específico para quem vai com bolsa e até para refugiados, por exemplo. No entanto, o tipo mais amplo é o Fee Paying Student Visaque inclui todos aqueles que querem estudar na Nova Zelândia, seja escola, curso técnico ou superior e que não se enquandrem em situações especiais.

O visto é atribuído pelo mesmo tempo que durar o período de estudos, sendo que o máximo é de 4 anos.

Os documentos solicitados são:

  • 1 foto 3×4 se for fazer a solicitação online, ou 2, caso o processo seja iniciado pessoalmente;
  • Passaporte válido e atualizado;
  • Pode ser solicitado um atestado médico que comprove que o estudante está de boa saúde;
  • Certificado de antecedentes criminais brasileiro e de todos os outros países em que tenha vivido por mais de 5 anos depois de completar 17 anos, se for o caso;
  • Documento da instituição de ensino comprovando a matrícula ou a aprovação para a frequência com indicação da duração do curso;
  • Comprovante de que tem como se manter no país durante o período do curso;
  • Seguro de saúde com cobertura completa.

O processo pode ser feito online, através do próprio site da imigração, e, em uma média de 51 dias, é concluído. A taxa de processamente do visto é de NZD 295.

É possível estudar e trabalhar?

A boa notícia para quem pretende estudar na Nova Zelândia é que país é um dos que permite que os estudantes estrangeiros trabalhem durante a estadia por lá. De acordo com a legislação, é possível ter um emprego em part-time (20 horas por semana) quando do período de aulas.

Nas férias, os estudantes podem ter uma ocupação em full-time (40 horas semanais) e, assim, juntar dinheiro para se manter nos meses seguintes.

Visto de trabalho

Já se o sonho for trabalhar na Nova Zelândia, também será preciso um visto para o efeito. Seja para uma função de curta ou longa duração, uma autorização apropriada deve ser providenciada.

O governo do país tem uma vasta lista de tipos de visto para a Nova Zelândia, mas, na maioria dos casos, é preciso receber uma oferta de emprego antes. A empresa precisará justificar por que escolheu um candidato estrangeiro em detrimento dos trabalhadores neozeolandeses e comprovar a sua mais-valia para o posto que irá ocupar. Só depois de ultrapassada esta primeira fase é que se pode dar seguimento ao processo de obtenção do visto.

Os documentos necessários neste caso são:

  • 1 foto 3×4;
  • Passaporte válido e atualizado;
  • Certificado de antecedentes criminais brasileiro e de todos os outros países (traduzidos para o inglês) em que tenha vivido por mais de 5 anos depois de completar 17 anos, se for o caso;
  • Atestado médico que comprove um bom estado geral de saúde;
  • Cópia do contrato de trabalho;
  • Currículo e outros comprovantes de experiência profissional na área em que recebeu a oferta de trabalho.

O processo de análise dos documentos e atribuição (ou não) do visto custa NZD 495 e pode ser feito inteiramente online através do site da Iimigração. De acordo com a própria entidade, o tempo de processamento dura, em média, 4 meses.

Manifestação de interesse

A Nova Zelândia conta com uma lista de profissões e habilidades em alta demanda no país. Os estrangeiros que tenham as capacidades procuradas podem fazer uma Expression of Interest, ou seja, uma manifestação de interesse. De uma forma bem resumida, colocam-se à disposição do governo neozeolandês para trabalhar na área que precisa ser suprida.

Há um sistema de pontuação para as habilidades e, atualmente, é preciso contar com mais de 160 pontos para ser selecionado. Caso isso aconteça, o interessado pode ser convidado para solicitar uma autorização de residência específica para o efeito.

Working Holiday Visa

Dentro da categoria dos vistos de trabalho, existe ainda a possibilidade de tentar um Working Holiday VisaEssa autorização foca nos jovens brasileiros entre os 18 e os 30 anos que queiram passar 12 meses na Nova Zelândia estudando e trabalhando.

As inscrições para o programa abrem uma vez por ano, normalmente em setembro, e são disponibilizadas 300 vagas. O processo é feito inteiramente online e só é possível participar uma única vez.

Os selecionados devem ter, pelo menos, NZD 4.200 para viver no país durante este período e não podem trabalhar em vagas permanentes. O custo desse visto é de NZD 245 e o tempo de processamente é de, aproximadamente 23 dias.

Visto para empreendedores

Para quem deseja trabalhar no seu próprio negócio na Nova Zelândia, o visto a ser solicitado é o Entrepreneur Work Visa.  Com ele, é possível montar uma empresa lá e desenvolvê-la durante 3 anos. A seguir, com o negócio estabelecido, é possível fazer o pedido de residência permanente.

Os candidatos a empreendedores precisam ter um plano de negócio detalhado e cerca de NZD 100.000 para investir. Essa exigência pode ser dispensada, no entanto, se o a empresa for no âmbito da inovação e alta tecnologia.

O governo também conta com uma lista de critérios para empreendedores e é necessário marcar, pelo menos, 120 pontos na escala para ter a candidatura considerada.

O investimento a ser feito para o processamento do visto é de NZD 3.365 e o tempo até o processo estar concluído é de cerca de 18 meses.

Fonte: https://www.jafezasmalas.com/visto-para-a-nova-zelandia/